Seven

Seven (Livro Bullying: quem são os alvos?)
Figura 3 - Páginas internas
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Robinéia leciona Arte desde 1997, e como seu público é constituído principalmente por adolescentes, ela foi percebendo a importância de observar as posturas dos alunos em sala de aula, tentando entender como afetam a aprendizagem. Considera também a postura e os relacionamentos dos alunos em atividades em grupo.

Nesse contexto, considerava a proposta do Cirrículo Oficial das escolas estaduais de São Paulo como um convite para o aluno vivenciar a realidade do mundo da arte institucionalizada dos museus e galerias. O aluno era incumbido de ser um mediador cultural, curador, historiador da arte e dono da galeria. Com isso, a criatividade era motivada.

Infelizmente, nos últimos anos tem aumentado o número de alunos que se recusam a participar de qualquer atividade em sala de aula: são agitados, falam continuamente, gesticulam e até deambulam de um lado para outro. Pedem constantemente para saírem da sala, não mantêm os cadernos em ordem, não estudam com antecedência para as provas. Isto se estende para todas as outras disciplinas.

Outros, como é o caso de Seven (nome fictício), permancem apáticos, indiferentes, chegando a dormir nas carteiras. Seu rendimento escolar é baixo. A escola, os professores inutilmente tentam lidar com esses problemas. A maioria dos docentes alega que não tem formação para enfrentar esse desafio. Foi o que ocorreu com Seven, e Robinéia não desistiu.

Trechos de entrevistas para o documentário “Arte, Ciência e um Divã”