Manchas ou formas são aleatoriamente encontradas pelo homem na natureza. Elas são percebidas quando se assemelham a figuras que ele conhece, ou por estimulações sensoriais como as produzidas por algumas cores. Chegando à consciência encadeamentos em lembranças, pensamentos, podem suceder-se, principalmente quando vitalizados por emoções, sentimentos e afetos.
O ser humano quando suficientemente evoluído passa, ele mesmo, intencionalmente, a produzir marcas, traços, formas – coloridas ou não. O homem pré-histórico, por meio das pinturas rupestres, delineia de uma forma simplificada o meio que o cerca, como os animais, além de atividades, tais quais o ato sexual, a caça e os ritos. Na modernidade, percebeu-se uma forma de comunicação impulsionada por reflexos em crianças, homens marginalizados, loucos… aqueles que não tinham tido nenhuma formação acadêmica em artes. Nos doentes mentais ela propicia uma “linguagem” que, por meio de palavras é difícil, pois é permeada ou influenciada por alterações senso perceptivas, dificuldade de formação de pensamentos ou tê-los com conteúdo que se afasta do senso comum. Ela é denominada “Arte Bruta” e frequentemente transparece uma sensibilidade antes insuspeita.
Reunimos aqui um acervo das produções artísticas de pacientes realizadas durante sessões de terapia, verdadeiros documentos psicanalíticos, com o propósito de contribuir para pesquisas sobre a mente humana.
quem somos
Prof. Dr. Isac Germano Karniol (CRM 142020)

Psiquiatra graduado pela FCM – Santa Casa de São Paulo.
Doutorado em Ciências pela Escola Paulista de Medicina (Tese: Efeitos de amostras de Cannabis sativa, delta-8 e delta-9 transtetraludrocannabinol no homem e animais de laboratório. Estudo comparativo.
Pós-Doutorado pela Universidade de Copenhagem (Dinamarca) e Universidade de Londres.
Livre Docência em Psiquiatria Clínica (Tese: Algumas considerações sobre a Discinesia tardia, e em particular sua incidência e características num hospital psiquiátrico no nosso meio, seu diagnóstico diferencial, e uma aproximação dos prováveis mecanismos dopaminérgicos subjacentes).
Professor titular do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP – SP).
Médico Assistente do Hospital Vera Cruz de Campinas (SP).
Psicanalista Associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria.
Psic. Patrícia S. Lopes Karniol (CRP 49005-4)

Psicóloga clínica e especialista em Psicoterapia Psicanalítica pela Universidade de São Paulo (USP) (Monografia: A Oddiséia de um certo Ulisses…).
Psicóloga colaboradora do Hospital Vera Cruz de Campinas (SP).
Foi colaboradora do ambulatório de especialidades clínicas com psicóticos da Unisa (Universidade de Santo Amaro), e do Hospital Geral do Grajaú , Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora de Fátima e da Clínica Maia Psiquiatria e Dependência Química.
Membro filiada da SBPSP-Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
Coordenou as disciplinas Fundamentos, Linguagens e Práticas da Arte e da Arteterapia do Centro de Formação e Assistência à Saúde.

Graças a Deus vocês existem. Estou em excelentes mãos!
Dr. Isac e Psic. Patricia: Dizem que quem é vivo as vezes desaparece. Eu estou reaparecendo. Um longo abraço desde os tempos da Bireme.
Saudades,
Neto